Migrando…

4 05 2011


estou publicando agora aqui:





DO CHÃO AO CÉU

16 03 2011


Hoje acordei caindo.
Mas uma queda às avessas.
Caindo para o céu.
Do chão.
Quase tocando o infinito.
Quase.
Caio.

“Porque ver é permitido, mas sentir já é perigoso” (Caio F. Abreu)





Amo…

23 11 2010

Eu amo a vida simples que ele me oferece
Amo quando andamos nas ruas e as suas mãos procuram pelas minhas
Amo o calor da sua pele
O peso de seu corpo, o jeito que ele me olha
O som de sua voz chamando meu nome

Eu amo quando ele me transforma em versos
Amo quando não mede distância
Quando trás água para matar minha sede
Quando se embala comigo na rede

Eu amo o jeito que ele anda
Amo quanto toca um samba
E quando ele diz que me ama…

Amo!





Cores e dores e amores

17 10 2010

Cercada de vidas vazias
de sonhos acordados
penso se meu riso terá fim
quando a música parar de tocar
haverá dança em mim?
Eu, que danço no tempo, no vento, no espaço
que danço em teu abraço…
Vejo nos olhos daqueles que um dia voaram
o semblante da queda.
O cansaço do dia da vida vazia.
Tantas dores cercando os corpos
tantas cores anunciando mortos…
E a vida insiste, com novos amores e novas cores…
Que se espalham pelos cantos, que espalham prantos…
Que vem e vão mas nunca se cansam… Que como borboletas dançam… Quando saem do casulo e aprendem a voar…
Porque isso é a vida, voar e se apaixonar… cair e levantar…
Mas sempre voar…

M.





Caio

24 09 2010

Quando faltam as palavras, caio.
A sensação da queda sempre volta, sempre caio.
Durante a queda me lanço, braços abertos…

Se minhas palavras não chegam, Caio:

“Somos inocentes em pensar, que sentimentos são coisas passíveis de serem controladas. Eles simplesmente vêm e vão, não batem na porta, não pedem licença. Invadem, machucam, alegram (…) ” (Caio F. Abreu)





Sobre pedras e castelos…

14 05 2010

Em um trabalho de uma de minhas alunas da faculdade tinha um texto atribuído a Fernando Pessoa. Eu, como leitora que sou do poeta, logo desconfiei, nunca tinha lido isso em nehuma de suas obras (nem de seus heterônimos), mas de todo o texto, o que mais me chamou a atenção foi a bendita frase:
“Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.”

Achei tão imagética, poética, uma coisa mais Florbela Espanca que Pessoa… Daí eu pensei: “Vou postar essas palavras no meu blog, mas antes deixe eu ver se acho o autor mesmo…”.

Daí achei um sujeito virtual que, ao que me parece, foi o autor dessas palavras, como ele mesmo disse, entre Pessoa e Drummond…

Como a rede virtual é uma eterna captura, essas pedras e castelos agora são meus…

Uma outra frase, de um sujeito não tão anônimo, também me revela um pouco por hoje…

“Tô me guardando pra quando o carnaval chegar…” (Buarque)

P.s. O autor anônimo tem um blog (dentre outros espaços virtuais), seu pseudônimo é Nemo Nox. Pra quem quiser saber mais…





Quando as palavras faltam… (Sobre os saberes)

11 05 2010

Que saudade das conversas superficiais e verdadeiras dos corredores da faculdade no intervalo
entre uma (J)aula e outra…
No fim, o que fica de melhor é o que escapa às cavernas de burocratizar o saber. Aquele produzido no gozo, aquele que não se encerra nas atas de reuniões com meia dúzia de burocratas, que se chamam educaDORES.
O que fizeram com os afetos?
Por que toda essa distância se são os corpos que ocupam (ainda) os espaços?
Ah! Sim! Que queimem todas as atas e ofícios e memorandos…
Que o fogo contamine os correDORES e que deles escapem apenas aquelas boas, superficiais e verdadeiras conversas, no fim é disso que senti (re) mos falta…

M.