Sonhos…

11 12 2009

sonho
so.nho
sm (lat somniu) 1 Representação em nossa mente de alguma coisa ou fato, enquanto dormimos. 2 Coisa imaginada, mas sem existência real no mundo dos sentidos. 3 Coisa ou pessoa vista ou imaginada durante o sono. 4 Imaginação sem fundamento, seqüência de idéias vãs e incoerentes, às quais o espírito se entrega; devaneio, fantasia, ilusão, utopia. 5 Ficções comparáveis a um sonho e a que muitas pessoas se entregam mesmo acordadas. 6 Coisa vã, fútil, transitória, sem consistência, sem alcance, sem duração. 7 Coisa vaporosa e inconsistente; visão. 8 Recordação de coisa efêmera e que pouca impressão deixou na alma. 9 Idéia com a qual nos orgulhamos; idéia que alimentamos; pensamento dominante que seguimos com interesse ou paixão. 10 Pequeno bolo esférico, muito fofo, de farinha e ovos, frito em azeite ou em banha de porco. S.-de-ouro, Bot: arbusto rubiáceo ornamental (Psychotria gardneriana). Sonhos de ouro: o mesmo que sonhos dourados. Sonhos dourados: esperanças de felicidade. Passar como um sonho: desvanecer-se depressa. Ser o sonho dourado: ser a mais doce ambição, a maior aspiração.

“SONHOS VEM, SONHOS VÃO, O RESTO É IMPERFEITO…” (Renato Russo)

M.





A Fraternidade da Lua

7 12 2009

POESIA NOSSA

Lembranças nos cercam, flutuam…
“Passa a bola! Passa a bola!”
Veloz e intenso
E o sol sempre arde
A lua embriagadora
E os contos, e as musas, acordam…
Uh! Uh! Ah!

(Fraternidade da lua)

A FRATERNIDADE DA LUA

Sentamos à sombra da frondosa árvore.
Inconsoláveis, cantamos as velhas canções.
As proscritas palavras recitamos mais uma vez.
As vozes não eram claras. – Mas a vontade era.

E a lua acompanhava nossos movimentos ocultos.
Nossos segredos seriam esquecidos dentro do círculo.
Esta era a promessa selada com sangue.
E cada um colocou dentro do ventre seus mistérios.

Pela manhã nós amamos mais fortemente.
Por onde andássemos o círculo nos acompanhava.
Éramos a fraternidade da lua…
E nem o sol desmancharia hedionda conspiração.

(Mário Rasec)





Da clausura do fora ao fora da clausura

27 11 2009

Nunca uma clausura voluntária foi tão saborosa. Dias e noites a fio, desejo o calor das paredes que me aprisionam e que me sustentam em uma rede em que me balanço tão alto e tão suavemente.
Vôo dentro de meu cárcere. E durmo quando quero.
Não há cadeados fechados e ainda assim uma chave repousa bem à minha frente.
Uma música toca, quando eu quero, e quando não quero ouço o barulho do vento batendo nas árvores e carregando folhas que caem secas no chão.
Se isso é tédio, me parece bem interessante por esses dias…
Esperar por um vento que sopre e me faça sorrir… a rede balançando pra lá e pra cá…
No momento nenhuma música toca, só o vento e o sorriso em mim…
(Sinto vontade de cheiros)





The Wall

23 11 2009

EMPTY SPACES

What shall we use to fill the empty?
Spaces where we used to talk
How shall I fill the final places?
How shall I complete the wall?

(Roger Waters)

P.s. O fim de semana terminou em grande estilo…
;)

M.





Horizontes

5 11 2009

infinito
Quantos horizontes cabem em mim…


Quantos horizontes cabem em mim?

Quantos horizontes cabem em mim!

Quantos horizontes cabem em mim.

horizonte





Princesal

3 11 2009

Começo a escrever mesmo sem saber se preciso de um destinatário.
De qualquer modo, sei que escrevo porque escrever, para mim, sempre foi uma maneira de esvaziar, e hoje acordei cheia…
De lembranças, de cheiros, de músicas que tocavam tão fortemente em mim e que hoje são pequenas melodias que tocam longe…
As paredes da escola pareciam tão grandes, tão cinza e bege e cor de telha. Mas de um cinza e bege tão vivos!
Todos os rostos que nos cercavam diariamente me visitaram durante essa noite. Um desfile de rostos que me abraçavam.
De repente eu era a princesa vestida de colegial.
E lembro como todas as pequenas coisas eram tão grandes e eu me sentia tão pequena e insegura.
Agora, parece que enxergo do alto, de longe, e as cores parecem perder a nitidez.
Mas ainda lembro com a mesma violência de como era sentir por dentro o sentir de uma princesa, que não nasceu princesa, mas que foi coroada…
O sorriso nos rostos e as mãos geladas. Uma ciranda. Todas as cores e sons e melodias girando junto comigo. Mão na mão.
De repente, parece que eu fugia, mas na verdade não era uma fuga, eu brincava que fugia, para brincar de ser pega. E era, de verdade.
Tinha um dragão no meu castelo de princesa, que era a diretora da escola.
Tinha escadas e também uma masmorra.
E uma árvore frondosa na qual eu me escondia quando queria ser encontrada, sempre no final da tarde.
Dessa árvore caíam sementes. Eram grandes. E um dia eu ganhei uma. E guardei. Não plantei em lugar nenhum. Porque era minha. E já tinha sido plantada. E já tinha brotado.
A semente era eu.

“Qual foi a semente que você plantou? Tudo acontece ao mesmo tempo nem eu mesmo sei direito o que está acontecendo e daí de hoje em diante todo dia vai ser o dia mais importante” (Renato Russo)

princesal





Amanhecer…

23 10 2009

Me abandonei de mim quando eu era uma torre de lembranças de um passado sempre presente. Tentei me abandonar. Mas a minha memória transformada em cárcere mantinha-me como única prisioneira em uma sela sempre tão iluminada. As imagens tão nítidas. As cores do que nunca aconteceu…toulouse-lautrec_bed
“Assim fostes a outra metade do amanhecer que não alcanço jamais” (Sílvio Rodrigues)





cAoS

14 10 2009

caosBem vindo ao caos.
Vida real.
Sinal verde
Amarelo
Vermelho.
Sangue ou catchup.
Perfume para despistar o odor da carne.
Suor misturado à essência francesa.
Música tocando, propagandas estampadas pela paredes da cidade.
Tanta informação…
“É hoje, você não pode perder!!!”
Compre, compre, compre…
Palavras de ordem
PARE
OLHE
ESCUTE
Cacofonia de sentidos
(quais?)
Não sentir: eis a busca!
Vitrines e canais, o zapping preenchendo os vazios…
Vazio preenchendo vazio
No meio de tudo isso uma árvore, ainda verde, ainda vive.
Os vidros fechados: todos.
Sufocamo-nos em “ar-condicionado”
Não sentir
O vento
O calor
A fumaça
O cheiro das folhas cortadas.
Plásticos voam pelas ruas.
Meninos e meninas voam pelas ruas.
Rostos, rostos, rostos.
Sorrisos metalizados.
Rostos de plástico, sorrisos de plástico, sexo de plástico.
Seja bem vindo… entre e fique à vontade…

M.





Céu baunilha quase cinza

28 09 2009

vanilla skyComo foi difícil para ela sufocar aquele grito.
Pela janela do ônibus via o céu baunilha se confundir com o preto dos fios cortantes, motivo de tanta alegria para os habitantes daquelas cidades por onde passava, cuja maior alegria é a novela das oito.
Um grito sufocado e um pedaço de carne rasgado. Carne arrancada por ela mesma.
Arrancar uma parte de si não fora o mais difícil, pior mesmo era se conformar com uma única existência – tantos horizontes. O céu ficando cinza e ela buscando ainda uma calmaria que sabia não existir.
Existia um sorriso, mas ela o arrancou de si.
E agora a estrada…
Não sabia para onde estava indo.
Não queria ir a lugar algum. Querias apenas o silêncio. Mas os tambores ainda tocavam.
Sob o céu baunilha quase cinza ela resolveu deixar-se ir.
Outro lugar não poderia ser pior do que aqui.
E foi.





Andança…

22 09 2009

Por onde for quero ser seu par...

Por onde for quero ser seu par...


Vim tanta areia andei
Da lua cheia eu sei, uma saudade imensa
Vagando em verso eu vim vestido de cetim
Na mão direita rosas vou levar

Olha a lua mansa se derramar (amor)
Ao luar descansa meu caminhar…(amor)
Meu olhar em festa se fez feliz (me leva amor)
Lembrando a seresta que um dia eu fiz (por onde for quero ser seu par)

Já me fiz a guerra por não saber (me leva amor)
Que esta terra encerra meu bem-querer…(amor)
E jamais termina meu caminhar …(me leva amor)
Só o amor me ensina onde vou chegar (por onde for quero ser seu par)

Rodei de roda andei, dança da moda eu sei
Cansei de ser sozinha
Verso encantado usei, meu namorado é rei
Nas lendas do caminho Onde andei

No passo da estrada…(me leva amor)
Só faço andar
Tenho a minha amada
A me acompanhar..(amor)
Vim de longe léguas
Cantando eu vim…(me leva amor)
Vou não faço tréguas
Sou mesmo assim
(por onde for quero ser seu par)

Já me fiz a guerra…(me leva amor)
Por não saber
Que esta terra encerra…(amor)
Meu bem-querer
E jamais termina
Meu caminhar…(me leva amor)
Só o amor me ensina
Onde vou chegar
(por onde for quero ser par)

(Composição:DaniloCaymmi, Edmundo Souto e Paulinho Tapajós)

Aprendendo a tocar essa no pandeiro!

;)